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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

LIDERANÇA E RELACIONAMENTO

         
          Dentro de uma esfera de liderança se encontra vários obstáculos que dificultam a aproximação entre líderes e liderados. A causa mais comum é a falta de confiança, mas pode-se afirmar que é um circulo vicioso, pois assim como a desconfiança provoca o afastamento, o afastamento também provoca desconfiança.
          Os líderes, em sua maioria, chegam ao posto por serem ou estarem disponível, mas nem sempre preparado. Esta preparação acaba se postergando pelas dificuldades encontradas ou por resultados medianos obtidos na execução de suas atribuições, esquecendo-se que a principal meta de um líder é o seu liderado e não somente os resultados que ele possa gerar.  As satisfações obtidas por resultados medianos acabam por estacionar o interesse do líder. Logo que se apresentam desafios mais exigentes, as cobranças surgem de forma repentina e exacerbada gerando um desconfortante resultado de indiferença e desconfiança por parte dos liderados. Esta situação deixa clara a despreparação do líder e só aumenta a distancia entre um e outro.
          Para transpor estas barreiras o líder deve estar em constante contato com seus liderados, buscando entender a todo o momento as necessidades que cada um individualmente apresenta.

 "Mark W. Baker diz que “só podemos entender as coisas a partir da nossa própria perspectiva” (Baker, Jesus o maior psicólogo que Já existiu, 2005)"

          O contato frequente com as pessoas que estão sob liderança faz com que o líder veja as situações enfrentadas por eles com mais compaixão e também conhecer o limite e os alcances de seus liderados.  Ver as coisas pela ótica das pessoas faz toda diferença na hora de delegar tarefas e funções, aumenta a sensibilidade e redimensiona as cobranças. Muitas coisas não precisariam ser explicadas ou reparadas se o líder apenas tivesse o entendimento da capacidade físico-emocional dos seus liderados. Os líderes necessitam ter em mente que somente liderar por ser um líder nomeado não é suficiente para alcançar respeito e credibilidade, e que o relacionamento é o ponto inicial de uma jornada feita com seus liderados, e para essa caminhada dar certo, o nível de comprometimento, não só com a função e a instituição, mas também com as pessoas deve aumentar a cada passo.

"Segundo John C. Maxwell, “as pessoas não se importam muito com o que o líder sabe ou fala: elas julgam pelo modo que se age”.(Maxwell, Surpreenda-se com seu potencial, 2008)"  

          A ação do líder determina o nível de comprometimento que ele tem com as pessoas, se o que ele ensina condiz com sua vida, por mais simples seja que esse líder, será mais aceito por suas ações do que por suas palavras. As palavras causam admiração momentânea, mas as ações fazem pontes.  Haverá benefício mútuo com a aproximação, e também desafios de compatibilidades que devem ser gerenciados com muita equidade e amor.  Daí nasce à oportunidade do líder em demonstrar caráter e determinação que farão com que as pessoas lideradas o vejam como referencial, diminuindo a indiferença e aumentando a confiança a cada dia.