Google+ Followers

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

O começo de todas as guerras


Resultado de imagem para paz interior

        A palavra paz é um sonho de consumo de todos homens, povos e nações. Se busca todas as formas de paz possível e o resultado nunca é satisfatório. Se faz guerras em nome da paz. Parece ser algo ilusório: quando pensa ter em mãos se desfaz em um instante. Então novamente se continua a caminhada em busca do tão sonhado momento de paz. Dos tempos mais remotos até a pós-modernidade a saga humana em prol da paz é contínua. Em termos genéricos a paz é ausência de conflitos seja ele externo ou mesmo interno. Porém alguns conflitos externos é o resultado de um conflito interno. A maneira em que um indivíduo percebe o mundo em sua volta procede de um parecer interno contrastado com a visão capitada no seu exterior. Ao captar os eventos exteriores uma mente recorre a todas as suas experiências para tentar decifrar o mundo conforme suas próprias concepções. Se está seguro de si pouca coisa o perturba, porém se há crises existenciais poucas coisas o deixarão em paz.  


Resultado de imagem para CONFLITO interior

       Como no exemplo de Caim em Gênesis capítulo quatro todo problema gerado exteriormente na visão de Cain, estava alojado em seu interior. Sua cosmovisão do mundo foi formada pela concepção que ele tinha de si mesmo. Primeiro, maquinou um assassinato por se sentir menosprezado em comparação ao outro, caso não existisse um modo de comparar certamente não haveria assassinato. Segundo, ele julgou o mundo de acordo com a sua visão interna: visão de um assassino. Para ele todos eram assassinos em potencial. A resposta para o conflito interno de Cain está no versículo sete do capítulo quatro de Gênesis: Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo.  Era dever de Cain dominar o desejo de pecar, mas o que segue na narrativa é a culminação, o ato mais elevado em que uma pessoa pode cometer contra o seu semelhante que é o assassinato. Não tem mais jeito. Não há como voltar atrás e pedir perdão. Só lhe resta a culpa e mais conflitos interiores.






     A paz para Caim se esvaiu quando ele foi surpreendido pelo Senhor por sua oferta ser rejeitada. Imaginou um mundo sem comparações em vez de aceitar que cada indivíduo precisa aprender com sigo mesmo e aceitar as diferenças dos outros. Ao levar Abel para dentro de seus conflitos internos, viu uma única saída: eliminá-lo. Assim começam as guerras. Quando a única saída que se vê não é a melhora como pessoa e sim a eliminação de pessoas que são melhores sucedidas ou que estão causando algum desconforto. Ele imaginou que se Abel não existisse Deus não compararia sua oferta com a dele. Só que Deus não cai o padrão só porque não há comparações. Deus queria estabelecer o Seu padrão em Caim, sem medir pelo padrão de Abel. Deus não menciona Abel em nenhum momento como padrão, apenas diz que se ele procedesse bem seria aceito. Cain seria aceito e consequentemente sua oferta também. 

Resultado de imagem para raiz de amargura       Em Hebreus capítulo 12, do versículo de 14 em diante lemos: Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem. Aqui o cerne do texto é a paz com todos, a santificação e a firmeza na fé. De forma imperativa o autor instrui que se deve caminhar em paz com todos, o que perturbou a paz de Cain foi o pecado que ele não dominou. Se não se domina o pecado ele domina, e essa é a primeira tarefa do pecado: perturbar a paz interior. Não havia motivos para assassinato a não ser o que estava dentro dele, no seu mundo interior. São palavras contrárias as escrituras que perturbam a paz com Deus. Que privam da Graça de Deus. Porém o que mantém a comunhão dos santos é a santificação sem a qual não se ver a Deus. A santificação nos une a Deus para Ele nos unir ao corpo, tudo através de Jesus e conduzido pelo Espírito Santo. Quando o homem perde a comunhão com Deus por falta de santificação ele se torna adorador de si mesmo, depois não sendo o suficiente procura algo mais para preencher o vazio. Vai atrás de outros deuses desprezando o trabalho de Cristo para restaurar a comunhão. Isso é a raiz que irá produzir o fruto amargo. Tal comunhão com Deus faltou a Cain. Tal comunhão com Deus falta na Igreja. Tal comunhão com Deus falta no mundo.

O começo de todas as guerras está na concepção do pecado que afeta o coração. Seguir em paz com todos somente é possível quando a paz interior é uma verdade. Toda captação externa de uma mente em paz irá produzir meios para contornar ou mediar conflitos existentes em outras pessoas. Como está escrito: Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor. Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus (Filipenses 4:5-7). Aqui está o fim de todas as guerras. A paz de Deus que independe das circunstância, situações e entendimentos. Ela é capaz de colocar em guarda o coração e mente se for entregue toda inquietude a Ele. Onde começam as guerras também é onde se põe fim nelas. Em um coração santificado a Deus, o mundo pode ruir que a paz de Cristo estará lá para guardar.

      É praticamente impossível imaginar um mundo sem guerras, seria uma utopia, até porque a bíblia frisa haver guerras e mais guerras ao aproximar o fim dos tempos. Mas se pode ter um mundo de paz em meio a todos os conflitos. E se alguém for honestos o suficiente para aceitar que a maioria de suas guerras começam no próprio ser, menos conflito se terá. Cada movimento que um indivíduo faz em prol da paz simplesmente assinala a sua paz interior. É possível ter paz em meio à guerra dos outros. É possível viver em paz com todos, até com os que não querem paz. Lembre-se: "se está seguro de si pouca coisa o perturba, porém se há crises existenciais poucas coisas o deixarão em paz".

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

COMO APRENDER COM A CRISE








Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais. Jr 29.11





COMO APRENDER COM A CRISE

       As notícias que mais ouvimos e vemos nos últimos tempos, diz respeito a “Crise” ela parece estar instalada em todos os setores de nossas vidas, seja financeira, espiritual, familiar e social. Em tempos assim vale a pena começar um novo ano refletindo o que a Palavra de Deus nos ensina, que somente Ele sabe de verdade tudo o que acontece e o que será da nossa vida no futuro.

       Toda “crise” é um tempo de oportunidades, as grandes lições da vida são aprendidas no vale e não nos montes, é muito difícil pararmos para aprender ou tirar lições quando vencemos ou quando tudo vai bem, no entanto quando vem as crises... Achamos tempo para perceber nossos erros e mudarmos. A “crise” revela quem somos de verdade, tira as nossas máscaras, o deserto não é lugar para atores. Os hipócritas não sobrevivem em meio as crises. Dar testemunho da fidelidade de Deus quando caem as “chuvas de bênçãos” generosas do céu não é difícil. Somos chamados por Deus a obedecer a Ele em tempos difíceis, por isso quero incentivá-lo a começar um novo ano, com propósitos e sonhos novos no seu coração, mesmo que tudo ao seu redor diga que não é possível, existe um Deus que renova o Seu amor conosco a cada manhã e está sempre disposto a fazer nova todas as coisas, portanto se levante e declare profeticamente: “Esse será o melhor ano de minha vida” não porque tudo vai dar certo, mas porque estou disposto a fazer dele o melhor ano, ser mais grato a Deus por tudo que tenho recebido e me colocar à disposição d’Ele e da Sua obra para servir com alegria.

       Faça diferente, abençoe mais, sirva mais, semeie mais e quando chegarmos ao fim de 2017 certamente teremos boas lições aprendidas, pois afinal Ele quer nos dar o fim que desejamos.

       Deus os abençoe muitíssimo... Feliz 2018...

Pr. Oswaldo Arêas (Pastor do Projeto Vida Nova de Duque de Caxias )

sexta-feira, 16 de junho de 2017

AUTO ESVAZIAMENTO


Certamente a mensagem da cruz não tem sido bem interpretada ultimamente. Parece que a crucificação diária do eu não é algo prioritário. Pense bem! Na carta aos filipenses o autor fala sobre o auto esvaziamento de Jesus que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus.
Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens. (Filipenses 2:6,7).
Qual é a dificuldade de se entender que o exemplo primas de Jesus deve ser seguido à risca? Quais as nuvens de obscuridade que permeiam essa nova forma ideológica do viver cristão? Com certeza a resposta está no novíssimo evangelho que surgiu a partir da invenção da teologia contemporânea. O evangelho que é outro. O evangelho da autossatisfação. Isso mesmo! O evangelho que busca satisfazer as necessidades da alma ou a autoafirmação no meio social em que o indivíduo está inserido. Não é por menos que o considerar os outros superiores está cada vez mais em baixa dentro das igrejas. E o "meu momento" é cada vez mais desejado pelos frequentadores de cultos sacros protestantes. De tanto se ouvir sobre autoajuda, o que mais se deseja é estar por cima e não por baixo.
Fazer do chamado então de "ministério", uma plataforma de status é comum e, por mais que pareça loucura, é louvável. É algo admirável. Isso dá a entender que a maioria não entende o que é nascer de novo. Ter uma nova vida com Cristo e em Cristo.
A Bíblia no capítulo dois da carta aos Filipenses, chama de vanglória o esforço frenético exercido por alguns para fazer com que sejam vistos e apreciados por outros irmãos. Como se o culto prestado a Deus fosse apenas um pretexto para exibir dons e talentos. Porém no versículo três do mesmo capítulo mostra que deixar de ser para que outro seja, é algo superior, é mais elevado. É participar do mesmo sentimento que teve Cristo Jesus.
Nota-se que Jesus não deixou de ser Deus, mas para que a obra redentora fosse completa, teve de abrir mão de usar alguns atributos que nunca deixou de possuir para nos servir. Assim sendo, foi totalmente humano mesmo tendo o poder da deidade a seu dispor, mas preferiu não usufruir. Essa atitude é concernente de pessoas bem resolvidas com sigo mesmo, pessoas sadias de alma que, mesmo sabendo que são capazes, não se importam em não ser para que outros sejam.
Somente através da crucificação diária é que se pode chegar a um estado de auto esvaziamento e descobrir o imenso regozijo que reside em prestar honra ao próximo. A satisfação vem quando se depreende que ser não é mostrar o que se sabe. Ser é ser, e independe se outros apreciam ou não.
Jesus quando se fez semelhante aos homens, elevou o ser humano a condição de voltar a ser semelhante a Deus quanto a seu caráter mediante a aceitação de sua obra redentora. Uma vez criado, o homem foi feito a imagem e semelhança de Deus. Jesus encarnado, tornou-se semelhante aos homens. É esta semelhança que aponta o caminho de volta para o Pai e o encontro do homem com sigo mesmo. Jesus se tornou homem para mostrar o que é ser homem pois, com a quebra da unidade com Deus por causa do pecado, o homem perdeu o equilíbrio interior, ou seja, a comunhão que mantinha a sanidade mental intacta. O homem ficou desorientado quanto ao seu próprio ser, e descarrega essa falta de orientação tentando provar sua superioridade para com os outros.
Cristo provou que, ao esvaziar-se, a necessidade da autoafirmação é quebrada, e nesse processo existe curas inexplicáveis aos olhos humanos. O indivíduo deixar de enxergar seu próprio universo e expande a visão para o que estar em sua volta. Foi o que Jesus praticou durante seu tempo aqui na terra. Ele tinha suas prioridades, mas elas nunca ofuscaram a visão clara que a missão maior era, e ainda é, o restabelecimento do homem em seus exercícios de comunhão: com Deus, com sigo mesmo, com o próximo e com a natureza.
Observe que Ele tomou a forma de servo e se fez semelhante aos homens, mas Cristo nunca foi servo e sim senhor. No entanto, se fez semelhante aos homens porque a forma de servo era temporária, mas a semelhança humana não. Cristo sendo Deus agora também é perfeitamente homem com um corpo glorificado, Ele é o primeiro de todos os homens neste aspecto. Não foi o primeiro ressurreto, mas foi o primeiro a morrer sem pecado, portanto o primeiro a ressuscitar e ter o corpo glorificado. E a nós isto é possível por Ele ter levado nossos pecados na cruz e nos crucificou juntamente com Ele.
Jesus se humilhou e Deus o Exaltou soberanamente. Este é o caminho. Jamais seremos exaltados como Jesus, Ele foi exaltado soberanamente. Significa que sua exaltação é soberana, não há semelhança nisso. Também Deus não quer nos exaltar a vista de outros homens, a exaltação que Deus tem para nós é a coroa da vida guardada para aqueles que permanecerem fieis. Esta é a glória que está preparada para nós, não outra.
Fazer do evangelho palco para afirmações pessoais somente tem por consequência enfermidades interiores. Contudo, a prática do auto esvaziamento é cura. Como Cristo que se humilhou para que fôssemos exaltados n’Ele, também devemos nos espelhar nisto para que o Corpo de Cristo seja exaltado em nosso auto esvaziamento. Assim quando aprouver a Deus seremos exaltados em Cristo, e todos os males da alma estarão ausentes dos nossos corpos glorificados. Que assim seja!

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Esperando em Deus


Tem muita gente esperando promessas de Deus que nunca foram feitas, esperando acontecer coisas que nunca acontecerão, pois são contrárias a vontade de Deus. Tem gente desconsertada esperando algo de Deus, quando Deus quer primeiro que se conserte a sua vida, coloque em ordem as prioridades, Deus acima de tudo, depois família, tem gente que fica andando de um lado para o outro buscando uma profecia, uma palavra aprazível, mas não quer largar seus pecados, seus relacionamentos ilícitos. Muitos querem receber benefícios de Deus, mas não querem compromisso algum com Deus, com Sua palavra, não querem gastar seu tempo nas coisas de Deus, não oram quase nada, não meditam na palavra de deus, nunca aprendem nada de Deus, mas querem receber Seus benefícios.
Cuidado com os falsos profetas e as falsas profecias, aquelas que fazem promessas maravilhosas, que nunca acontecerão porque não estão dentro da vontade de Deus ou que não indicam o caminho estreito para se alcançá-las. Cuidado com promessas com prazo marcado para acontecer, pois o tempo pertence exclusivamente a Deus, cuidado com promessas que não exijam uma tomada de posição diante de Deus, um preço a pagar, uma conversão genuína, uma entrega total, um caminho estreito e muitas vezes longo. Quando ouvir uma promessa de vitória e um caminho estreito ou um remédio amargo para alcança-la não queira reter só o que for aprazível para seus ouvidos e descartar o que não lhe agrada, pois muitas vezes é necessário abrir mão de coisas erradas , renunciar vontades próprias, deixar o caminho errado, mesmo que for prazeroso, deixar as companhias erradas, que mantém a pessoa longe de Deus e da Sua vontade.
Tem gente recebendo conselhos errados, fora da palavra de Deus, conselhos de ímpios, e pior ainda pessoas que se dizem de Deus, mas não tem comunhão alguma com Deus, a fim de mostrar o caminho e a posição que Deus quer que tome, e não palavras aprazíveis que agradem a carne, que não exigem nada da pessoa. Pessoas desconcertadas precisam se concertar, pessoas rebeldes precisam voltar a obedecer e dar ouvidos a voz de deus, pessoas orgulhosas, com o coração duro, devem se humilhar diante de Deus e aceitar Seus desígnios, pessoas que estão vivendo longe dos caminhos de Deus, precisam voltar a trilhar este caminho, pessoas que abandonaram o que Deus lhe dera, como família, casamento, ministério, devem voltar atrás e cumprir a vontade de Deus.
Tem muita gente esperando algo novo de Deus, esperando Deus fazer algo em sua vida, mas estas mesmas pessoas não abrem mão do antigo, do plano B, de seus próprios conceitos, de sua própria estratégia, de seu orgulho. Quando você tiver entregado tudo a Jesus, mas tudo mesmo, sua vida, seu coração, seus planos e desejos, áreas de sua vida intocáveis até agora, deixando-se moldar por Deus, então Deus fará algo novo em sua vida, um vaso novo, conforme aprouver a Deus fazer, e não do seu jeito. Deus quer salvar uma alma e depois usar como canal de benção para salvar outras almas.
Creio que Deus tem prazer em abençoar as vidas, restaurar as vidas, curar as feridas, restituir aquilo que lhe pertence, restaurar relacionamentos lícitos, mas primeiramente Deus quer salvar as almas, e mostra seu amor nisto: na sua misericórdia para salvação de todo aquele que crê genuinamente em Jesus e é regenerado para uma nova vida, longe do pecado, vivendo na obediência a Deus.
Creio que Deus tem um propósito para cada vida, começando aqui nesta terra, para depois cumprir a suprema promessa que é a vida eterna, mas tudo o que fazemos aqui, diante de Deus e dos homens ecoará para a eternidade, por isso, busque saber da vontade de Deus para cumpri-la e assim será bem aventurado na terra.
Fica na paz
Francisco de Assis
Membro da Assembléia de Deus em Apucarana/PR
Francisco de Assis

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

O Famigerado Culto aos Anjos nas Igrejas Evangélicas


O culto aos anjos tem se tornado uma tendência muito forte nas Igrejas evangélicas. No seio da Igreja primitiva essa adoração aos anjos tentou encontrar lugar, mais foi poderosamente combatida pelo apostolo Paulo. Alguns cristãos da Igreja primitiva acreditavam que podiam invocar os anjos para suas reuniões e que isso consequentemente traria a presença de Deus. Paulo exortou os crentes a não perderem tempo com essas praticas e abandonasse todo esse misticismo e invocasse o nome do Senhor Jesus.
"Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão,"  (Colossenses 2 : 18).
A forte tendência de adoração aos anjos que se instala sorrateiramente no meio evangélico, pode começar a ser observado pela supervalorização do mesmo em nossas canções, em sua grande maioria aquelas denominadas de louvores de “fogo”.
“Desceu Miguel, e lá vem Gabriel, para tua benção entregar...”
“Olha o anjo ai, tocando em tua cabeça e curando a enfermidade...”
“Desceu um anjo de fogo com a espada na mão, ele veio te dizer que não precisa temer...”
“O nome do anjo que vejo na Igreja é  LABASSU-DE-ONDERÁR...”
“Vixe, começou o mistério do anjo que macha no tempo, em suas mãos a bandeja com o rolo para te entregar...”
Essas são apenas algumas frases dentre as milhares de milhares que permeiam os nossos chamados “hinos de fogo”. Acho incrível e ao mesmo tempo aterrorizante a forma como muitos cristãos, e incluo aqui muitos obreiros e pastores, alguns deles renomados; fazem uma enorme apologia ao culto a anjos em suas Igrejas e congregações. Parece-me que a falta de conhecimento da tão linda doutrina dos anjos levam muitos cristão a uma adoração equivocadas aos mesmos. Muitos inconscientemente dão aos anjos, onipresença, onisciência, onipotência e nem ao menos se dão conta do que estão fazendo. Outros de maneira descarada e proposital fazem cultos a anjos e incentivam seus ouvintes a fazerem o mesmo. O Assustador é que não me refiro aqui a seitas orientais, mais aquilo que resolvi denominar a pouco mais de cinco anos de “Seitas Evangélicas”.
Minhas palavras podem está chegando agora de forma assustadora a sua mente, mais se você resolver prosseguir a leitura desse artigo acredito que você entenderá que meu raciocínio é coerente. Não é realmente incrível e visivelmente assustador constatar que a adoração, louvor, devoção e respeito aos anjos são muitas vezes mais fortes em nossos cultos do que a adoração, louvor, devoção e respeito que dedicamos ao Senhor Jesus. Vou admitir aqui que a maioria dos cristãos que são levados a cultuar a anjos, o fazem por falta de conhecimento bíblico e muitas vezes de forma inconsciente, eles apenas acompanham as tendências do momento gospel. Já estive em grandes catedrais com milhares de pessoas e em pequenas congregações do interior e a reação das pessoas ao impressionante e curioso assunto dos anjos é a mesma.
Os pastores iniciam suas reuniões com louvores a Deus e afirmam em suas congregações que o Senhor Jesus prometeu que está conosco.
"...e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém."  (Mateus 28 : 20)
"Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles."  (Mateus 18 : 20)
Essa é uma verdade muito poderosa e especial. A maioria dos pastores e lideres concordariam comigo em dizer que tristemente muitos já se acostumaram com esses versículos e em muitos corações ele deixou de ser verdade e se transformou em um mero jargão em ouvidos incrédulos. No entanto nessas reuniões que participei e tenho participado, as mesmas pessoas que não expressaram nenhuma alegria e adoração diante da afirmação bíblica e solene de que Jesus está no culto, em nosso meio e recebendo a adoração que lhe é dada, e que através do seu Santo Espírito está nos tocando e nos fazendo sentir sua presença e seu poder, gritam, saltam e sapateiam interminavelmente ao ouvir alguém dizer:
“Eu estou vendo um anjo andando em nosso meio!”
“Sinto um anjo de fogo espalhando brasas no meio da igreja!”
“Desceu o anjo do mistério...”
“Acabou de chegar o anjo da cura!”
“Desceu Miguel e lá vem Gabriel...”
Quando essas frases são ditas ou usadas propositalmente por alguém que está buscando “movimentar” a Igreja, através de suas revelações místicas, imediatamente uma explosão de línguas estranhas é disparada e acompanhadas de muitas outras manifestações. A reação à presença de um suposto anjo que está ali se movendo no meio do povo é recebida com mais fervor do que a informação sobre a promessa da presença certa e confiável do Senhor Jesus. Precisamos despertar do sono que obscureceu nosso entendimento em relação às coisas espirituais.
Os anjos não são Onipotentes.
Eles cumprem as ordens de Deus e recebem capacitação de Deus para completar essas ordens e cumprir seu oficio diante de Deus. Não adianta acreditar que existem anjos “Todo Poderosos” porque eles não existem. Os anjos são seres poderosos, porque foram dotados de poder para realizarem suas tarefas diante de Deus e da Igreja. Eles são seres criados por Deus e não auto existentes, sendo assim totalmente dependentes de Deus. Sua força, poder e autoridade são lhes dada pelo Altíssimo.
Os anjos não são Oniscientes.
Nenhum anjo pode está em dois lugares ao mesmo tempo. Eles se movem em uma velocidade inimaginável. Se movimentam como raio ou como o vento mas o mesmo anjo nunca pode está no céu e na terra ao mesmo tempo, e assim também não pode o mesmo anjo está em um culto no Brasil e no Japão ao mesmo tempo.
Pense um pouco comigo: é bem notório que o cristão do mundo inteiro tem uma paixão ou admiração tremenda por pelo menos dois anjos para os quais a Bíblia revelou seus nomes. O anjo Gabriel e o Arcanjo Miguel. Não posso contar a quantidade de vezes em que ouço em culto e reuniões de oração o nome desses anjos serem citados. Não tenho como contar as milhares de vezes que em meus mais de vinte anos de novo nascimento em cristo Jesus, já ouvi a presença desses anjos serem reivindicadas por cristão do Brasil e do mundo inteiro. Lideres, pastores e alguns deles bem famosos dizem ter Gabriel ou Miguel como sua guarda pessoal e ao se depararem com pessoas possessas por espíritos imundos exigem que Miguel, ou Gabriel segurem aquele demônio durante seus intermináveis interrogatórios onde procuram descobrir a razão pelo qual aquele demônio habita aquela pessoa. Sem falar que toda a multidão está atônita olhando a luta entre o anjo e os demônios.
Espero que você não fique frustrado ao saber que o arcanjo Miguel e o anjo Gabriel não vem lhe atender toda vez que você os chama. Esses dois anjos têm ofícios especiais diante de Deus.
O Arcanjo Miguel
Miguel não vira toda vez que um crente chamar seu nome ou faça uma oração lhe invocando, isso porque ele não é onipresente e além do mais esse não é seu oficio. O lindo e poderoso oficio de Miguel segundo as escrituras é observar e proteger a nação de Israel. Ele é chamado de “o grande príncipe que protege os filhos de Israel”. O ministério desse arcanjo esta ligado a nação de Israel e não o de acompanhar alguns homens poderosos para segurar os pés e as mãos dos demônios enquanto esses lideres exibem seu show. A despeito de sua autoridade e poder concedidos por Deus, ele é visto como aquele que se subordina ao Senhor, e no final ele julgará a Satanás. (Apocalipses 12:07). Daniel 10:13;21/12,01.
“E NAQUELE tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro.”
O Anjo Gabriel. 
Da mesma forma que Miguel, o anjo Gabriel têm seu oficio diante de Deus. Esse poderoso mensageiro celestial foi enviando por Deus para falar com Daniel, Zacarias e Maria. (Dn 8:16 / 9:21 / Lc 1:19,26). A própria literatura Judaica sempre descreve Gabriel como vemos nas escrituras, como um mensageiro especial de Deus que assisti diante dele para servi-lo em amor.
Não entenda mal, existem milhares de anjos trabalhando ao seu favor agora mesmo; E ainda que você não saiba os seus nomes, eles são tão eficazes quanto Miguel e Gabriel.
Quando eu tinha poucas semanas de crente, fui levado por um parente bem próximo para um culto na Igreja que ele frequentava. O pastor daquela Igreja era, segundo meu parente, um especialista em expulsar demônios. Quando chegamos à Igreja já havia alguém de joelho no altar, totalmente possesso por um espirito demoníaco. O meu parente me olhou e disse: “Eu não falei? Já tem gente endemoniado ali no altar!”
Eu achei todo aquele movimento realmente fascinante! O desconhecido nos atrai! O pastor que ministrava sobre a pessoa perturbada por espíritos malignos, ordenava que o próprio arcanjo Miguel descesse do céu, para segurar as mãos e os pés do demônio, enquanto a “entrevista” com o diabo prosseguia. Foi nesse momento que uma oportunidade a qual eu considerei impar em minha nova vida cristã surgiu. O pastor com uma voz solene e cheia de autoridade nos perguntou: Quem aqui quer queimar esse demônio nessa noite?
A multidão inflamada gritava fervorosamente que queria. O pastor assegurou aos que ali estavam pelo menos duas coisas: a primeira era que com certeza era aquele demônio que ali estava que trazia todo tipo de pobreza e miséria para todos nós que ali estávamos e por isso era importante queimar aquele demônio no nome do Jesus o expulsando não apenas da pessoa que estava ali no altar mais também de nossa própria casa. De posse dessa informação eu fiquei cheio de “ira santa” contra aquele demônio, talvez porque eu e minha família passávamos por uma situação financeira muito difícil naquele momento. A segunda coisa é que ele se sentaria em sua cadeira no altar, e que as pessoas não precisavam se preocupar ou ter medo de se aproximar daquele demônio porque ele havia dado ordem ao arcanjo Miguel que segurasse os braços do demônio e ao anjo Gabriel que segurasse as pernas.
Novo convertido e com uma vontade tremenda de participar desse ato tão poderoso onde o próprio Miguel e Gabriel estavam tendo total participação. Mais que depressa corri para buscar um lugar na enorme fila que se formou. Enquanto eu estava na fila tive a triste noticia de que eu só poderia colocar minha mão na cabeça da pessoa possessa e queimar o demônio se eu desse uma certa soma em dinheiro, coisa que eu não possuía naquele momento. Sai frustrado por não ter feito parte daquela sessão de exorcismo com a participação de anjos tão ilustres.
Hoje ao me lembrar desse episodio não posso fazer outra coisa a não ser sorrir muito da minha ingenuidade espiritual na época. No entanto é triste perceber que aquele tipo de culto continua a crescer sorrateiramente entre nós.
Os Anjos Não Recebem Adoração.
Nenhum anjo de Deus recebe louvor, culto ou adoração. Eles sabem que toda honra, glória, louvor, e adoração pertencem a Deus. Eles são grandes adoradores mas, não recebem nenhuma espécie de devoção. Quando João Evangelista estava preso na Ilha de Patmos, um anjo foi envido por Deus para falar com ele. As grandiosas revelações dos acontecimentos futuros deixaram João maravilhado e humilhado diante de Deus, ele sente o desejo profundo de adorar e ao sentir esse desejo ele ver o poder e a gloria que cercava o anjo, João deslumbrado tenta reverencia-lo, e equivocadamente até mesmo adora-lo, mais veja o que o anjo lhe disse:
"E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia."  (Apocalipse 19 : 10)
Os Anjos Trabalham no Reino Espiritual em Favor da Igreja de Deus.  
O anjo se mostra como um servo dos servos. Ele é servo dos que servem ao cordeiro de Deus. Daqueles que têm e guardam o testemunho do Senhor Jesus.
Os anjos são espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação (Hebreus 1.14).
Eles protegem e livra sobre o comando de Deus, os que temem ao Senhor (Salmos 34.7; 91.11,12; Daniel 6.22); lutam talentosamente em favor dos selados pelo sangue de Jesus. “E por povos e nações em inenarráveis guerras que se travam ferozmente no mundo espiritual (Isaías 37.36;) eles realizam os decretos e juízos que saem da boca de Deus (Gênesis 19; Atos 12.23; Apocalipse 16)”.
Nada no céu é mais chamativo e misterioso do que o próprio criador. Acredito que nem mesmo os anjos que a milênios lhe cercam o conhecem por completo, afinal como seres finitos poderiam entender um ser infinito e de elevada sabedoria como nosso Deus. A ele seja dada toda gloria e devoção. Que os nossos cultos sejam racionais e de verdadeira adoração aquele que deu sua vida e seu sangue para nos lavar de nossos pecados. Que mesmo ao se encontrar com um anjo ou receber de um desses maravilhosos seres algo enviado por Deus, possamos dirigir toda a nossa atenção e adoração ao supremo ser que criou todos os exércitos dos céus.
Naquele que não da a sua glória a ninguém...
Oséas Pontes, servo de Deus e vosso!
Pr. Oséas Pontes
Pastor Pres. da AD - Shekinah em Teresina/PI, Vice-Pres. e Pres. do Conselho de Ética da CEADEP - Convenção Estadual das AD - Shekinah Estado do Piauí, Presidente da Comissão de Temário da União de Ministros da AD do Nordeste e e Vice Presidente do Conselho de Ética da Convenção Geral das AD no Brasil.oseaspontes.blogspot.com.br
Pr.  Oséas Pontes

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

LIDERANÇA E RELACIONAMENTO

         
          Dentro de uma esfera de liderança se encontra vários obstáculos que dificultam a aproximação entre líderes e liderados. A causa mais comum é a falta de confiança, mas pode-se afirmar que é um circulo vicioso, pois assim como a desconfiança provoca o afastamento, o afastamento também provoca desconfiança.
          Os líderes, em sua maioria, chegam ao posto por serem ou estarem disponível, mas nem sempre preparado. Esta preparação acaba se postergando pelas dificuldades encontradas ou por resultados medianos obtidos na execução de suas atribuições, esquecendo-se que a principal meta de um líder é o seu liderado e não somente os resultados que ele possa gerar.  As satisfações obtidas por resultados medianos acabam por estacionar o interesse do líder. Logo que se apresentam desafios mais exigentes, as cobranças surgem de forma repentina e exacerbada gerando um desconfortante resultado de indiferença e desconfiança por parte dos liderados. Esta situação deixa clara a despreparação do líder e só aumenta a distancia entre um e outro.
          Para transpor estas barreiras o líder deve estar em constante contato com seus liderados, buscando entender a todo o momento as necessidades que cada um individualmente apresenta.

 "Mark W. Baker diz que “só podemos entender as coisas a partir da nossa própria perspectiva” (Baker, Jesus o maior psicólogo que Já existiu, 2005)"

          O contato frequente com as pessoas que estão sob liderança faz com que o líder veja as situações enfrentadas por eles com mais compaixão e também conhecer o limite e os alcances de seus liderados.  Ver as coisas pela ótica das pessoas faz toda diferença na hora de delegar tarefas e funções, aumenta a sensibilidade e redimensiona as cobranças. Muitas coisas não precisariam ser explicadas ou reparadas se o líder apenas tivesse o entendimento da capacidade físico-emocional dos seus liderados. Os líderes necessitam ter em mente que somente liderar por ser um líder nomeado não é suficiente para alcançar respeito e credibilidade, e que o relacionamento é o ponto inicial de uma jornada feita com seus liderados, e para essa caminhada dar certo, o nível de comprometimento, não só com a função e a instituição, mas também com as pessoas deve aumentar a cada passo.

"Segundo John C. Maxwell, “as pessoas não se importam muito com o que o líder sabe ou fala: elas julgam pelo modo que se age”.(Maxwell, Surpreenda-se com seu potencial, 2008)"  

          A ação do líder determina o nível de comprometimento que ele tem com as pessoas, se o que ele ensina condiz com sua vida, por mais simples seja que esse líder, será mais aceito por suas ações do que por suas palavras. As palavras causam admiração momentânea, mas as ações fazem pontes.  Haverá benefício mútuo com a aproximação, e também desafios de compatibilidades que devem ser gerenciados com muita equidade e amor.  Daí nasce à oportunidade do líder em demonstrar caráter e determinação que farão com que as pessoas lideradas o vejam como referencial, diminuindo a indiferença e aumentando a confiança a cada dia.